Comer, ato revolucionário?

Refletir sobre o que nos alimenta pode nos levar a rebeldias como reforma agrária, mercados de agricultores, jardins operários, “slow food”, permacultura e agricultura florestal

Por Satish Kumar | Tradução Josemar Vidal Jr., editor de Tautologia Total

A comida é um microcosmo de um macrocosmo. Comer alimentos apropriados é parte da solução de problemas como as mudanças climáticas e a fome no mundo. Na tradição cristã, festejar no Natal e jejuar na Quaresma são símbolos significantes da relação estreita entre as pessoas e os alimentos, entre liberdade e comedimento, entre celebração e solitude.

Mas festejar e jejuar não são opostos: são complementares. Quando nós praticamos a liberdade de um banquete e somos pessoas habituadas à pratica do jejum, muito provavelmente vamos aproveitar a festa sem abusos.Jejuar é uma grande habilidade. Quando, no romance de Herman Hesse, a bela cortesã Ka­mala pergunta a Siddhartha quais eram as suas qualidades para conquistar o seu amor, Siddhartha responde: “Pensar, esperar, jejuar”. Infelizmente, no mundo moderno, muitos de nós não sabem como esperar, como jejuar, ou, ainda, como banquetear.

Nós vivemos no mundo da comida congelada, junk food e pratos prontos. Esse é o mundo da produção em massa, dos empacotados e das redes de comercialização de alimentos. Esse é o mundo onde os conhecimentos e as técnicas de produzir comida foram esquecidos, e a arte de cozinhar é desvalorizada; onde o prazer de preparar as refeições em companhia é diminuído. Nós perdemos o controle das origens dos alimentos. Muitos não sabem dizer poucas palavras sobre como a comida é semeada, distribuída, tarifada, ou mesmo como é preparada.

O acesso à comida deveria ser um direito fundamental do ser humano, o alimento é um presente da natureza a todos. Alimentar as pessoas e todos os seres vivos é algo intrínseco à vida, à existência, mas, infelizmente, a comida tornou-se produto comercial e já não esta disponível à todos igualmente. O objetivo primeiro dos que trabalham com negócios alimentícios é fazer dinheiro, alimentar as pessoas se tornou algo secundário. Não admira vermos múltiplas crises, tais como o crescimento do custo dos alimentos, crescimento da obesidade, junto à malnutrição e fome.

O grande desafio com o qual precisamos nos deparar é percebermos o principal objetivo dos sistemas alimentares, que é suster a vida. A principal responsabilidade dos governos e dos homens de negócios é desenvolver políticas e práticas que atendam às necessidades alimentares de todos, em todo o mundo, ao mesmo tempo em que garantam a integridade e a sustentabilidade do planeta terra em si.

Cultivar, preparar e comer boa comida é um imperativo ecológico, e, como Thomas Morus muito bem pontua, a comida é mais do que apenas o combustível para o corpo; ela é fonte para a nossa nutrição espiritual, social, cultural e física.

As pessoas perguntam: “O que eu posso fazer para combater o aquecimento global, a degradação ambiental e as injustiças sociais?” A resposta dada por Thomas Morus e outros escritores é: “Vamos começar pela comida: vamos comer alimentos locais, orgânicos, sazonais e deliciosos. Vamos lidar com os alimentos com as nossas próprias mãos, e não deixar a sua produção apenas nas mãos das corporações.”

O ato de comer o alimento apropriado é parte da solução dos problemas de aquecimento global e fome. A comida é um microcosmo de um macrocosmo. Quando nós observamos as movimentações econômicas por trás dos alimentos vemos imediatamente a influência das corporações multinacionais, que transformam comida em produto, onde, da engenharia genética das sementes ao cultivo, o controle passou do homem do campo e dos agricultores para administradores e engenheiros. Se nos preocupamos com a agricultura industrial, agronegócio, terras cultiváveis, erosão do solo, crueldade com os animais, fast foodsfatty (gordurosas) foods, ou ainda, “não-foods“, temos que olhar para o nosso prato e o que esta nele. A comida em nossa dispensa e na nossa cozinha esta conectada com as mudanças climáticas, com a pobreza, bem como com a nossa própria saúde.

Uma reflexão profunda sobre o que comemos pode nos levar à reforma agrária, mercados de agricultores, Jardins OperáriosSlow Food, comida artesanal, permacultura, agricultura florestal e muito mais. Nós devemos transformar nossa relação com a comida como um primeiro passo em direção às transformações sociais, econômicas e políticas. O pessoal e o político são dois lados da mesma moeda, nós não podemos manifestar um sem o outro. Quando nós começamos no plano pessoal e caminhamos em direção ao político, então há integridade no que falamos, fazemos e pedimos para que os outros façam. É claro que não podemos parar na vida pessoal. Nós precismos nos comunicar, organizar e construir um movimento popular que pressione governos e empresas a efetuarem mudanças.

Será que estamos prontos pra “por a mão na terra”? Temos tempo para assar nosso próprio pão e compartilhar nossas refeições em companhias agradáveis? Se nós não temos tempo para cozinhar e comer adequadamente, então nós não temos tempo para viver. Como Molière disse: “É boa comida, não boas palavras que me mantem vivo”.


*Satish Kumar é fundador e diretor do Instituo Schumacher e reconhecido como um pilar da militância pacifista

 

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O CÉREBRO E OS INTESTINOS

A relação do cérebro com os intestinos, embora há muito conhecida pelos grandes códigos de medicina, como a ayurvédica, a chinesa e a tibetana, vem sendo descoberta pelos cientistas.

O aminoácido L-glutâmico – presente na Aloe vera, mas pouco comum à alimen-tação contemporânea – é tão indispensável à regeneração da mucosa intestinal quanto ao processo de reversão dos quadros de senilidade e depressão.

A L-tirosina, igualmente presente no gel da Aloe vera, é precursora dos hormônios tiroxina, melatonina e serotonina – neurotransmissores da tranqüilidade e da alegria de viver, cuja deficiência está relacionada à depressão, agressividade, tendências ao vício do álcool, das drogas etc.

A serotonina é a precursora da melatonina – hormônio produzido pela glândula pineal, o centro superior de processamento de informação eletromagnética, do qual as vias aferentes e eferentes são os meridianos da acupuntura. A melatonina é o antioxidante mais poderoso produzido pelo organismo.

A serotonina e a melatonina têm uma relação de alternância. A primeira predomina quando o cérebro se encontra em estado de alerta e a segunda nos períodos de sono. O que não se sabia até recentemente é que ambas são secretadas pelas glândulas dos intestinos, e não apenas pela pineal.

As primeiras evidências desse fato vieram das pesquisas do Dr. Michael D. Gershon, autor do livro O Segundo Cérebro,(1) que revelaram dois fenômenos importantíssimos:

• As paredes dos intestinos, estimuladas pela fricção das fibras alimentares, secretam a serotonina.

• A serotonina secretada pelos intestinos é o fator de controle do peristaltismo que, em cadências regulares, movimenta o bolo alimentar e as fezes ao longo do trato gastrintestinal.

• As paredes do trato gastrintestinal são recobertas por uma rede de neurônios diretamente responsáveis pela coordenação de todas as funções digestivas que, embora estejam conectados ao sistema nervoso central, têm total autonomia sobre todas as etapas do processo digestivo.

No Brasil, o Laboratório de Pesquisas em Neurônios Entéricos da Universidade Estadual de Maringá, vem se destacando como centro de pesquisa no assunto.(2) De acordo com o seu coordenador, Dr. Marcílio Hubner de Miranda Neto, os neurônios, tanto do cérebro como dos intestinos, são basicamente de três tipos.

A   Natureza dos Neurônios do Cérebro e dos Intestinos

 

Associativa conduzem as informações a serem   processadas.
Motora respondem aos estímulos.
Sensitiva captam os estímulos do meio   ambiente e os levam aos centros nervosos.

O intestino é o único órgão capaz de funcionar de modo totalmente independente do sistema nervoso central. A autonomia vem de sua habilidade em produzir arcos reflexos – intertransmissão de estímulos entre os neurônios sensitivos, associativos e motores – que tanto lhes permite captar as informações, como processá-las e responder de acordo com a necessidade do momento. Em outras palavras, os intestinos também pensam, decidem e executam tarefas tal qual um cérebro.

Torna-se, portanto, óbvia a relação entre os intestinos saudáveis e a sensação de autoconfiança e de auto-estima, e porque os que padecem de prisão de ventre têm problemas relacionados à autoconfiança e à auto-estima. Isso explica porque o sistema floral de Bach indica o Crab Apple tanto para aumentar a auto-estima como para combater a prisão de ventre.

Sob a batuta dos neurônios entéricos, os alimentos devem percorrer o tubo digestivo a uma velocidade ideal, para que o bolo alimentar ou fecal não fique retido, em lugar algum, mais do que o tempo necessário.

Qualquer alteração física ou mental se reflete na aceleração ou desaceleração dos movimentos peristálticos – diarréia ou prisão de ventre –, cuja cronicidade gera conseqüências desastrosas.

• Diarréia

– Desidratação e perda de sais minerais, cuja conseqüência mais imediata é o desequilíbrio ácido-alcalino.

– Perda da fluidez dos humores, dificultando a desintoxicação, nutrição, oxigenação das células e dos humores e controle sobre metabolismo celular.

– Deficiência dos sucos digestivos, promovendo a má digestão, as inflamações intestinais, a perda da permeabilidade da mucosa intestinal, exaustão do sistema imunitário, subnutrição celular, problemas emocionais e mentais etc.

• Prisão de ventre

– Fermentação, putrefação e oxidação do bolo alimentar.

– Intoxicação do organismo e congestão hepática’.

– Disbiose da flora intestinal.

– “en-fez-amento” descontrolado.

– Ressecamento e acúmulo de fezes nas paredes intestinal, impedindo a absorção dos nutrientes devido ao sufocamento da mucosa, promovendo um ambiente propício à flora disbiótica e aos processos infecciosos e inflamatórios.

Sendo 90% da serotonina produzida pelos intestinos, assim termina o Dr. Helion Póvoa seu livro O Cérebro Desconhecido:

Quando analisamos o fato de que o intestino é fundamental na formação da seroto-nina, nada mais é preciso acrescentar. A alegria e a inteligência emocional, de que tanto precisamos para viver bem, começam realmente a partir do intestino! Por isso só nos resta garantir a esse fantástico órgão matérias-primas de primeira qualidade, o que conseguimos com uma alimentação saudável. Ele, inteligentemente, se encarregará de garantir nossa saúde e nossa felicidade.(3)

Por isso, a higiene alimentar e a higienização dos intestinos também são essenciais à prevenção e à reversão dos quadros de distúrbios emocionais e problemas mentais que, segundo estatística um tanto benevolente, hoje atinge 25% da população mundial.

Os alimentos, portanto, podem estar fazendo com que os intestinos padeçam e a alma chore. Nesses casos vale a pena recorrer ao socorro da Aloe vera. Devido à sua ação sobre a rede neural entérica da mucosa intestinal, ela promove a produção da serotonina e da melatonina, assim como o peristaltismo.

Aumenta a qualidade do sono, a sensação de bem-estar, o otimismo, o bom humor, a capacidade de atenção e de raciocínio. Os pensamentos ficam mais leves e a vida mais prazerosa.

REFERÊNCIAS:

(1) Gershon, Michael D. O Segundo cérebro. Ed. Campus, Rio de Janeiro, 2000. (2) http://www.aduem.org.br/revista/revista_ocerebrodointestino.htm (3) Póvoa, Helion. O cérebro desconhecido. Objetiva, Rio de Janeiro, 2002.

 

 

LEITE BOVINO: UMA CONTROVÉRSIA ÉTICA

A maioria dos descendentes de caucasianos (finlandeses, noruegueses, suecos, suíços e austríacos), e ainda assim, nem todos, em torno de 75%, mantêm a lactase após o desmame. Os demais povos, com genética indígena, asiática, árabe, judaica, afro, para citar apenas os grupos que constituem a maioria da população humana ao redor do planeta, têm a produção da lactase cessada completamente ou diminuída significativamente após a primeira dentição, num percentual inversamente proporcional ao dos caucasianos, quer dizer, de cada 100 pessoas, pode chegar a 75 o número das que ingerem leite sem conseguir digeri-lo direito. E fazem isso a vida toda, sem que nenhum médico as alerte para isso, porque eles também não estudaram essa questão na faculdade. Seria maldoso pensar que eles sabem mas escondem dos pacientes a verdade.

Esses dados estão fartamente tratados na literatura médica e científica, desde 1976! Só que os brasileiros não sabem, porque está tudo em inglês. Pode ser que uma pessoa formada em medicina ou nutrição tenha estudado todas as disciplinas de seu curso sem jamais ter ouvido falar disso! Simplesmente desolador para nossa saúde!

A verdade é que a maioria das pessoas padece a vida toda de mazelas digestivas, transtornos de humor por conta de acidez no estômago ou de gases se formando em seus intestinos, fora o diabetes, as placas de calcificação nas artérias, as infecções do ouvido, garganta, bexiga, recorrentes, o nariz escorrendo muco na infância, a dor de barriga infantil recorrente, a obesidade e tantas outras mazelas que não caberia listar, por conta da ingestão do leite bovino. Ao contrário do que já está mais comum ouvir, o leite não é nocivo apenas por causa da lactose. Ele é um veneno principalmente pela caseína! Coisa ruim essa proteína com a prolina pegajosa grudando os demais aminoácidos e impedindo que ela seja desmanchada.

Como é que um Conselho Regional de Nutrição pode proibir seus profissionais de revelarem aos seus pacientes que o leite produz muitos males?

Botamos políticos que não sabem nada de nutrição a votarem leis que tratam da nossa nutrição (atendendo aos interesses do agronegócio) e agora, para nos deixar ainda mais desprotegidos contra os malefícios do leite, os nutricionistas estão proibidos de nos avisar dos males que o leite bovino está a acarretar ao redor do planeta? Não fosse comprovada cientificamente, pela comunidade médica, os médicos do Comitê dos Médicos por uma Medicina Responsável não teriam entrado com a petição, junto ao governo norte-americano, para que o leite seja abolido da merenda escolar de todas as escolas norte-americanas. Não bastasse essa petição, esses médicos (são hoje mais de 6.000!) também pedem que seja abolida da Emenda Constitucional que trata da merenda escolar, a frase escrita lá pelo agronegócio das décadas de oitenta a noventa, na qual o leite é citado como um “alimento fundamental para a saúde das crianças”.

E um conselho de nutrição no Brasil passa uma circular proibindo todos os nutricionistas de dizerem que o leite bovino não é recomendável para a saúde humana!

No livro Galactolatria: mau deleite, podem ser lidas mais de 600 notas trazendo as fontes médicas e científicas nas quais se encontram “provas” de que o leite não é coisa boa para a saúde humana, especialmente dos bebês e crianças. E não falo aqui apenas dos que são intolerantes à lactose.

Os males galactogênicos estão fartamente relatados na literatura médica. A prova de que são galactogênicos está no fato de que ao abolirem o leite e derivados dele da dieta, ainda que por um período de teste, os males simplesmente se amenizam ou desaparecem completamente.

Ora, por que precisamos de um atestado médico para nos certificar de que aquele certo alimento nos dá azia, ou produz gases, ou tranca o intestino e assim por diante? Sempre esperamos que os médicos nos avisem dos males do que comemos. Esquecemos de que eles também podem sofrer da adicção aos opioides do leite? A medicalização de tudo nos levou a esse estado deplorável, no qual não assumimos mais nenhuma responsabilidade pelo que ingerimos! Corremos para o médico em busca de uma pílula para nos livrarmos da azia estomacal, do inchaço e dos gases que os laticínios produzem em nossos intestinos. Ora, sendo humanos, não evoluímos para digerir a coisarada que está no leite bovino, incluindo hormônios de crescimento bovino. Não somos bovinos! O excesso de proteína, o excesso de cálcio, os antibióticos, o pus (OK, pasteurizado e homogeneizado!), os nitratos, nitritos, e todos os pesticidas que estavam nos grãos que foram dados para as vacas, tudo isso está no leite ingerido por humanos, em qualquer idade.

Cadê as provas que o Conselho de Nutrição também tem que apresentar para se arvorar em autoridade suprema proibindo os brasileiros de serem orientados sobre um alimento nocivo para a saúde humana? Sim! Nocivo! Ou alguém pensa que a intoxicação por nitratos e nitritos, sofrida pelas 23 crianças há cinco dias, aqui no sul, é uma fatalidade, uma exceção, que não toca em nada na natureza maravilhosa do leite para a saúde humana? Nitratos são liberados sempre no processo de homogeneização e pasteurização do leite. Todos ingerem nitratos, ainda que em quantidade mínima. O problema é que a ingestão continuada de algo nocivo, tão nocivo que pode matar, por décadas, acaba por comprometer a saúde do galactômano.

Se é preciso provar algo, para sabe-se lá, quem, as pessoas podem fazer isso de modo bem simples. Eliminando por 10 dias “todos” os alimentos que contenham algum derivado do leite. Comecem a anotar suas mazelas num caderninho, todo dia, antes das refeições, durante as refeições, imediatamente após as refeições, e horas após as refeições. Sejam bem detalhistas. Daí, abstenham-se por 10 dias de todos os alimentos que contenham leite e laticínios. Voltem a anotar com a mesma técnica e rigor, tudo o que se passa, não apenas no estômago e nos intestinos, mas especialmente no cérebro.

Feita a experiência, que só não pode ser “científica” porque não temos cientistas capazes de nos ajudar a conduzi-la, e por isso cada um deve ser responsável em seu caso pessoal, por essa experiência, cada pessoa deveria ter a felicidade de encontrar em sua vida um nutricionista para ajudá-la a refazer sua dieta sem incluir nada que tenha leite. Aposto que a maioria dos brasileiros teria muito mais saúde, disposição, longevidade e alto astral, coisas que o leite não parece promover. Apenas aqueles 10 a 15 % de persistentes na produção da lactase sairiam indiferentes ou mesmo revoltados com a abolição do leite de sua dieta. Os demais agradeceriam aos deuses o alívio sentido. Topam?

FONTE: http://www.anda.jor.br/26/09/2012/leite-bovino-uma-controversia-etica

LEITE, A VERDADE POR TRÁS DO MITO

Dr. Phil Sônia T. Felipe Filósofa, Vegana, Defensora dos Direitos Animais, Co-fundadora da Sociedade Vegana no Brasil, Pesquisadora da Saúde pela Alimentação, Terapeuta Ayurvédica, Criadora da Oficina e do Passaporte de Leites Veganos, reside em São José, SC.

Doutora em Teoria Política e Filosofia Moral pela Univerdidade de Konstanz (Alemanha), dedica-se desde 1990 ao estudo das concepções filosóficas defensoras dos animais e da natureza.

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Poderia falar resumidamente como começou a sua busca pela pesquisa sobre alimentação?

Sônia T. Felipe – Comecei a estudar os nutrientes dos alimentos há mais de vinte anos, quando deixei de comer carnes e todos me diziam que sem a proteína animal eu perderia minhas habilidades cognitivas: memória, capacidade de aprender, concentração, força, disposição etc.. Há 14 anos, ao abolir todos os alimentos de origem animal da minha dieta, passei a concentrar as pesquisas na questão do leite de vaca, porque ele é um alimento venerado até por muitos que se dizem vegetarianos. O livro Galactolatria: mau deleite reúne as informações científicas e médicas sobre o leite de vaca e seus malefícios, não reveladas aos consumidores brasileiros.

1) Crescemos ouvindo dizer que leite bovino faz bem para os ossos e dentes, que é uma grande fonte de cálcio e proteínas, é visto culturalmente como um alimento saudável. Qual é a sua opinião?

Sônia T. Felipe – O leite bovino é um alimento que contém cálcio muito bom para os ossos e dentes bovinos. Ele realmente contém bastante cálcio. Mais cálcio do que o organismo humano consegue aproveitar. Quatro vezes mais cálcio do que o leite da mulher. Portanto, cálcio demais. Quando há muito cálcio e quase nada de magnésio, ou muito cálcio e outro tanto ou mais de fósforo, todo esse cálcio em vez de ser benéfico passa a ser prejudicial para os tecidos do corpo humano. O único leite que contém a quantidade exata do cálcio necessário para o desenvolvimento dos ossos e dentes humanos é o leite da própria mãe. Isso vale para todas as espécies. Ele vem na composição exata para nutrir especificamente o bebê que o corpo dela gestou. Também é fato que o leite bovino contém proteína. Muita proteína. Muito mais proteína do que é necessário para alimentar um recém-nascido humano. Quatro vezes mais do que o leite da mulher. Uma quantidade de proteína desnecessária. Com os dentes formados, o organismo mamífero avisa que está pronto para começar a alimentar-se de matérias sólidas, não mais necessitando do leite como provimento dos nutrientes. Perdemos essa sabedoria. Achamos que a nossa natureza é atrofiada, porque, ao contrário dos outros mamíferos, para nos formarmos fortes e saudáveis, precisaríamos do leite de outras fêmeas. Isso é mito. Os bebês intolerantes ao leite estão aí mostrando que humanos podem crescer fortes, saudáveis e intelectualmente bem, sem ingerir qualquer produto laticínio.

2) O que o leite causa no organismo?

Sônia T. Felipe – Todos os males gerados pelo excesso de proteína, excesso de cálcio, lactose não digerida, hormônios de crescimento estranhos, antibióticos causadores de resistência aos patógenos. Para citar apenas alguns, porque a lista é grande: acidose, alergias, acidentes vasculares, adicção aos opioides, anemia ferropriva, artrite, aterosclerose, cânceres, cataratas, doença de Crohn, desnutrição, diabetes Tipo 1, irritação intestinal, cólicas, gases, diarreias, estenose, muco nas trompas (infertilidade feminina), osteoporose, síndrome da morte súbita em bebês, litíase renal e biliar. Esses males estão associados ao consumo de leite e laticínios, segundo a literatura médica especializada.

3) E os derivados do leite são melhores? Por ter menos lactose?

Sônia T. Felipe – Infelizmente, não. Quando se fala dos malefícios do leite bovino, fala-se apenas da lactose. O leite bovino contém proteínas tão ou mais maléficas para o organismo humano, quanto o é o açúcar (lactose). A caseína, no sistema digestório humano, forma o peptídeo casomorfina. Esse peptídeo tem uma constituição pegajosa, que chega a impedir estudos mais detalhados em laboratório, porque cola nos tubos de ensaio. Bem, não digerimos direito os peptídeos. Quando a mucosa do intestino delgado está fragilizada, esses peptídeos passam para a corrente sanguínea e fazem seu passeio pegajoso por vasos e artérias, chegando ao cérebro onde se ligam aos receptores dos opioides naturais dele. Os danos podem aparecer nas artérias como placas ateroscleróticas, nos intestinos como borbulha pela incapacidade de digestão, e no cérebro estão associados ao agravamento dos sintomas da esquizofrenia, do autismo, da depressão, dos transtornos de humor. Portanto, não é apenas a lactose que causa danos à saúde humana. A caseína também. Segundo estudos de Colin T. Campbell, a caseína responde, no organismo humano, pela alimentação das células embrionárias de tumores cancerígenos.

4) Qual leite animal é melhor?

Sônia T. Felipe – O da própria mãe. Nenhum outro leite é “melhor” para o organismo de um ser humano. Quando a mãe para de dar leite, é hora de começar a se alimentar com as matérias existentes no ambiente onde se vai crescer e alimentar-se para o resto da vida. Não precisamos mais do leite depois de formada a arcada dentária. Precisamos dos nutrientes que estavam antes ali, no leite materno: açúcar, gordura, proteínas, cálcio, vitaminas, ácidos graxos essenciais. Mas a única composição disso tudo perfeita para o bebê humano, é a do leite que se forma no organismo de quem o gestou e pariu. Os nutrientes antes absorvidos com o leite materno estão disponíveis nos demais alimentos de origem vegetal.

5) Como podemos substituir o leite bovino? Leite de soja, por exemplo?

Sônia T. Felipe – Podemos substituir o leite bovino por leites feitos a partir de matérias vegetais: oleaginosas e leguminosas (coco, castanhas, nozes, amêndoas, amendoim etc.), cereais (arroz integral, aveia, quinoa, milho verde), sementes (de gergelim, de linhaça, de girassol, de abóbora). Muitos desses são riquíssimos em cálcio, além de conter proteínas biodisponíveis, quer dizer, proteínas apropriadas para serem absorvidas e metabolizadas pelo organismo humano, ao contrário da caseína, por exemplo, uma das proteínas do leite da vaca que nosso organismo não tem como aproveitar. Não precisamos usar o leite de soja. E, dado que ela é cultivada com venenos elaborados com o glifosato, não devemos consumi-la, nem a qualquer derivado dela, a menos que seja cultivada de forma orgânica.

6) Quem não consome leite e derivados não tem carência de cálcio?

Sônia T. Felipe – Quem não consome folhas verde-escuro, nem couves, nem feijões, nem lentilhas, nem arroz integral, nem brócolis, nem grão-de-bico, nem oleaginosas, nem aveia, nem gergelim, pode ter deficiência de cálcio. Fomos cegados pelo mito de que apenas o leite de vaca contém cálcio. A vantagem em consumirmos o cálcio através dos legumes e verduras é que muitos deles contêm também o magnésio, sem o qual não adianta consumir quantidades imensas de cálcio. Os fatores determinantes na qualidade dos ossos, segundo estudos mais recentes, não são determinados pela ingestão de grande quantidade de cálcio (leite e laticínios), mas pela não ingestão dos antagonistas do cálcio, alimentos acidificantes (leite, queijos, café, sódio, açúcar, farinhas refinadas, chocolates, álcool, cigarro, drogas, proteína animal, refrigerantes, gorduras trans, para citar apenas os mais consumidos). Importante para a adequada absorção do cálcio é a presença da vitamina K, da vitamina D (produzida pelo sol), e exercícios.

7) Quando o bebê desmama normalmente é indicado fórmulas lácteas industrializadas ou quando é uma criança pequena ela cresce tomando leite longa vida, qual o melhor leite para as crianças e bebês?

Sônia T. Felipe – As fórmulas pré-prontas são responsáveis pelo diabetes infantil, além de conterem nitratos, por conta do processo de homogeneização e de transformação do leite líquido em leite em pó. Isso tudo não existe na natureza. Estamos forçando o sistema digestório dos bebês a digerirem algo que não existe na lista de alimentos apropriados à espécie Homo sapiens. Segundo autores especializados em laticínios, na Nova Zelândia se sabe do malefício desses preparados para a saúde dos bebês, mas a notícia não sai nos meios de comunicação para o resto do mundo, porque aquele país é o maior exportador do leite usado para o preparo dessas fórmulas lácteas. O leite longa vida não contém mais nada que se assemelhe à vida. Ele é tão sintético quanto um refrigerante. Estamos dando uma bebida sintetizada para os bebês humanos. Sem enzimas. E os nutrientes sem enzimas, segundo Edward Howell, são matéria morta. Quanto mais alta a temperatura usada na pasteurização, e esse é o caso do leite UHT, menos vida ele contém. Se é preciso dar aos pequenos o cálcio, o açúcar e a gordura que o organismo deles precisa, então podemos muito bem fazer o que nossas mães (as da minha geração, pelo menos e as de antes da minha) fizeram: davam comidinhas feitas com as mesmas matérias ingeridas pelos adultos. Parou de mamar o leite que sai do corpo da mamãe? Ótimo! Acabou de avisar à mamãe que seu corpo já não depende mais de leite para continuar a se desenvolver. É hora justamente de abolir qualquer leite animal da dieta. É hora de começar a dar aveia, arroz, frutas, leites veganos, sopas de verduras e legumes, cenoura, e tudo o mais que o resto da família come, se é que o resto da família não come também apenas comidas empacotadas ou enlatadas.

REFERÊNCIAS:

FELIPE, Sônia T. Galactolatria: mau deleite. São José: Edição da autora, 2012, 304 p.

FELIPE, Sônia T. Passaporte para o Mundo dos Leites Veganos: receitas. São José: Edição da autora, 2012, 32 p.

Os dois livros estarão disponíveis para o final de outubro. O endereço para quem quiser adquiri-los será: galactolatria@gmail.com

A VITALIDADE DOS ALIMENTOS

A Vitalidade ou “Força de Vida” é a energia que vem do Cosmos e da Terra que estimulam os solos, as plantas, os alimentos e se concentram neles. Por isso que nós nos alimentamos para receber a Vitalidade do Cosmos através dos alimentos.

A Vitalidade é determinada pelo que ingerimos diariamente. Uma Nutrição pobre não pode ser compensada com pílulas milagrosas…

É importante proporcionar ao organismo uma Nutrição Vital que alivie a sobrecarga intoxicante do mundo moderno: alimentos industrializados, stress, poluição do ar, da água…

Quando isto acontece, a energia que seria consumida para digerir os alimentos inadequados é desviada para realizar a saúde e regeneração do corpo = Rejuvenescer.

Os Alimentos Vivos são a Vitalidade pura, a Natureza nos oferece em abundância, são eles: as frutas, legumes, verduras, ervas, leguminosas (feijões, lentilha, ervilha, grão de bico, amendoim), grão integrais, sementes oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, gergelim…), cereais integrais, germinados e brotos.

Para estarem vitalmente ativos devem ser consumidos frescos, crus, maduros e de preferência orgânicos.

E, por que frescos e crus? Porque as enzimas e algumas vitaminas que se perdem com o cozimento, estarão preservadas.

Quando comemos alimentos sem enzimas (alimentos cozidos, alimentos industrializados = desvitalizados) temos de usar as nossas próprias enzimas corporais. No nosso corpo, as enzimas não acabam, mas o organismo reage pedindo mais comida para fabricar mais enzimas, para digerir os alimentos sem enzimas… E isso, se torna um ciclo vicioso.

Os Alimentos Vivos são os mais ricos em vitaminas, minerais, fibras, enzimas, aminoácidos, hormônios vegetais, antioxidantes e vitalidade.

São chamados alimentos NUTRACÊUTICOS, que nutrem e curam. O organismo assimila esses nutrientes e elimina as toxinas.

Nada se compara aos Alimentos Vivos, além da energia da Terra, da Energia do Sol (Prana), da Água e do Ar, existe uma cumplicidade entre seus componentes – eles são VIVOS, portanto têm propósitos claros da natureza e da perpetuação da VIDA.

E nas pílulas, falta-lhes esta “alguma coisa” que os cientistas não conseguem sintetizar… A Energia Vital dos alimentos, algo que nenhuma tecnologia pode construir. A presença dessa energia é que diferencia uma laranja de uma pastilha de vitamina C.   

CLASSIFICAÇÃO DOS ALIMENTOS PELA SUA VITALIDADE

1) Alimentos que Diminuem a Vida » BIOESTÁTICOS

São os alimentos cuja energia vital foi reduzida pelo tempo (alimentos crus armazenados por muito tempo), pelo frio (refrigeração e congelamento) ou pelo calor (cozimento).

Estão inclusos as carnes, o leite e derivados e os ovos.

Produtos de origem animal putrefazem com maior facilidade, motivo pelo qual necessitam ser conservados, cozidos ou pasteurizados (processos que reduzem a quantidade e vitalidade do alimento).

Seu consumo garante o funcionamento mínimo de nosso organismo, provoca o envelhecimento das células, porque não fornece as substâncias vivas necessárias para sua saudável regeneração.

O consumo desses alimentos faz parte da tecnologia que trouxe a praticidade e a segurança, é o resultado de hábitos da vida moderna.

2) Alimentos que Destroem a Vida » BIOCÍDICOS

São os alimentos que predominam na alimentação moderna. Alimentos cuja energia vital foi destruída por processos físicos ou químicos de refinação, conservação ou preparação.

Foram inventados pelo homem… Que ganham em praticidade, perdem em qualidade, ganham em prazer, perdem em saúde.

Intoxicam o organismo com substâncias químicas: acidulantes, corantes, conservantes, aromatizantes, glutamato monossódico, gordura vegetal hidrogenada e Trans, açúcar refinado, sal, bebidas alcoólicas, frituras, margarina…

Os processos de agricultura e de industrialização dos alimentos introduzem em nosso corpo substâncias que diminuem o instinto alimentar, perturbam a assimilação e bloqueiam a eliminação.

Enfraquecem pouco a pouco o sistema imunológico, causam vários problemas de saúde e abrem portas às chamadas doenças da civilização moderna: doenças cardiovasculares, câncer, diabetes, hipertensão, depressão e outras doenças degenerativas e mentais.

Mas, comendo em pequenas quantidades, os alimentos cuja natureza foi alterada, podemos continuar a desfrutar alegremente da vida social. Pois não há possibilidades de eliminá-los da sociedade moderna, mas devemos buscar uma redução gradual do seu consumo.

Comece seu aprendizado da alimentação saudável substituindo os alimentos desvitalizados por alimentos com Vitalidade!

3) Alimentos que Geram a Vida » BIOGÊNICOS

São os germinados e os brotos dos grãos, dos cereais, das leguminosas, das ervas e das hortaliças.

Energeticamente representam um Ser com todo o material genético para crescer, expandir e frutificar;

São sementes que estão fazendo de tudo para desabrochar e virar uma plantinha. E é esta força de vida que elas transmitem ao organismo.

Ao ingerirmos esse tipo de alimento fresco e cru, ocorre um reforço na vitalidade e regeneração das células através das vitaminas, minerais, aminoácidos, enzimas, hormônios vegetais…

Focando pelo aspecto da QUALIDADE, deve ser à base da alimentação. Ou seja, todos os dias fazer uso deste tipo de alimento, ainda que em pequena quantidade.

4) Alimentos que Ativam a Vida » BIOATIVOS

São as frutas, raízes, hortaliças, leguminosas, nozes, castanhas, grãos e cereais integrais maduros, crus ou germinados.

Do ponto de vista QUANTITATIVO, devem ser considerados como a base da alimentação. O ideal é consumirmos diariamente 50% destes alimentos frescos e crus;

Estes alimentos apresentam propriedades depurativas. Ricos em fibras e água, fazem uma “faxina” no organismo, eliminando as toxinas e resíduos.

Os alimentos que geram a vida, e os alimentos que ativam a vida são considerados ALIMENTOS VIVOS. Foram destinados pela natureza a assegurar a vida, o bem-estar do ser humano. Seu consumo traz vitalidade e saúde em qualquer idade!

 

 

 

 

 

 

O INSTINTO ALIMENTAR

Através da experiência, descobrimos pouco a pouco o carinho que a Natureza nos proporciona pelas energias do Ar, da Água, da Terra e do Sol.

A alimentação natural desintoxica o organismo e desperta o Instinto Alimentar. O corpo sabe o que precisa e mostra isso de maneira muito clara, através dos cinco sentidos (ouvir, olhar, tocar, cheirar e saborear) que informam quais as necessidades do organismo e através de sensações que nos fazem escolher os alimentos.

Essas sensações nos dizem quais alimentos precisamos. Não devem ser confundidas com desejos de consumir alimentos que desequilibram o organismo. Nos alimentos, depositamos uma série de sentimentos: ansiedade, medos, carências, frustrações, insegurança… Que podem ser reconhecidos, conscientizados e trabalhados para a transformação.

O Instinto Alimentar funciona melhor com os Alimentos Vivos, não desvitalizados. As reações instintivas são claras: quando um alimento não é bom para o nosso organismo, ele provoca uma sensação desagradável. Quando o alimento corresponde às necessidades do corpo, o cheiro e o gosto são atraentes e estimulam o apetite.

Quando estamos satisfeitos o cheiro e o sabor agradável se tornam neutros ou desagradáveis.

Para ficar insensíveis a esses sinais do Instinto Alimentar, usamos anestésicos do paladar e do olfato (açúcar branco, sal, álcool, café, cigarro, substâncias químicas que contêm nos alimentos industrializados, glutamato monossódico, gordura TRANS e gordura Hidrogenada) e continuamos comendo alimentos que não são bons para o nosso corpo.

Faça uma experiência com uma fruta! Enquanto ela for boa para o organismo, seu gosto é delicioso. De repente, o gosto muda e você já não sente mais vontade de comer. Se acrescentar, açúcar e creme, vai continuar comendo…

Fomos habituados a não perceber o Instinto Alimentar. A industrialização dos alimentos, o excesso de alimentos cozidos, as misturas, as especiarias, o fato de engolir sem mastigar, de falar enquanto comemos, de fazer as refeições com pressa, em meio de agitação e barulho… Tudo isso nos torna surdos às necessidades do organismo.

Experimente, observe e ouça o seu corpo, ele fala! Desperte a consciência da relação entre aquilo que COME e aquilo que SENTE.

Reaprendendo a comer e redescobrindo os Alimentos Vivos, voltamos a encontrar esse maravilhoso guia da saúde – o Instinto Alimentar. Limpamos o nosso organismo das toxinas acumuladas e despertamos o Instinto Alimentar. Quando o organismo esta em equilíbrio, os sinais instintivos são fáceis de perceber e somos guiados para uma Alimentação Vitalizada, harmonizando nosso corpo e proporcionando bem-estar físico, mental e emocional.

                                                                                                           

 

 

 

SUCOTERAPIA

A Sucoterapia usa somente alimentos crus, os ingredientes são os ALIMENTOS VIVOS (frutas, legumes, verduras, raízes, ervas, germinados e brotos) que são agentes concentrados de cura, são reguladores, regeneradores, construtores e depurativos.

São exatamente os alimentos que a maioria das pessoas não consome em quantidades e variedades recomendada: 6 porções diárias entre frutas, legumes e verduras.

O Suco Vivo é a melhor opção para quem reclama da falta de tempo, torce o nariz para frutas, legumes e verduras ou não consegue consumir a quantidade diária recomendada.

Por ser líquido, facilita a rápida ingestão e o acesso imediato dos nutrientes no sangue.

A Sucoterapia não admite o uso de açúcares ou adoçantes, que são os alimentos que destroem a vida (Biocídicos).

Recomenda-se tomar no mínimo 1 copo de Suco Vivo todos os dias em jejum e aguardar 30 minutos antes do desjejum.

Pesquisas relatam curas a partir da prática habitual da Sucoterapia. Um exemplo: das verduras se obtém suprimento der magnésio, mineral responsável pelo bom funcionamento do coração. Quando se ingere uma quantidade satisfatória deste mineral é possível observar uma tendência à tranqüilidade, à ausência de stress, à boa circulação sanguínea, a flexibilidade aumenta em nível físico e em nível mental.

Benefícios da Sucoterapia:

  • É altamente nutritivo
  • Tem baixas calorias
  • Elimina a “fome oculta“
  • Digestão e absorção de nutrientes fácil e rápido
  • Ajuda na desintoxicação do sangue, eliminando toxinas
  • Auxilia e promove melhores condições de nutrição e reposição celular
  • Ativa as defesas imunológicas, aumenta a resistência a gripes e resfriados
  • Melhora o sistema cardiovascular
  • Regula o trânsito intestinal, evitando a constipação
  • Trata vários tipos de doenças
  • Previne doenças e retarda o envelhecimento
  • Ajuda aumentar a disposição e a hidratação
  • Ajuda na melhoria da qualidade do sono, da memória e da lucidez
  • Ajuda nas práticas meditativas
  • Rejuvenesce

A conseqüência da inclusão dos Sucos Vivos na alimentação diária é a transformação dos hábitos alimentares.

Pois ao nutrir, alcalinizar e oxigenar o organismo, os fungos e parasitas perdem seu lugar cativo e o poder de sugerir ao corpo que se alimente com aquilo que os alimenta: açúcar, alimentos refinados,aditivos químicos…

A Sucoterapia é terapêutica, divertida, rápida, prática e econômica. Ela não é uma Dieta, pois seria algo para ser usado por um tempo. Trata-se de uma nova filosofia de Vida. Estar pleno de energia diariamente deve ser condição normal do ser humano.

“Os Alimentos que Transferem a Energia da Terra e do Sol para o Nosso Corpo”

VOCÊ SABE O QUE VOCÊ COME?

A relação equilibrada do ser humano com a natureza é o princípio básico de manutenção da Saúde, que foi abalada…

A expectativa de vida é maior atualmente e esse fator é atribuído ao aumento da oferta de alimentos. Porém, a Qualidade de Vida do homem contemporâneo é questionável. A longevidade não significa necessariamente uma Saúde melhor…

O nosso estado natural deveria ser o de Equilíbrio, Saúde e Vitalidade.

Mas a Qualidade Alimentar perdeu-se, e o homem torna-se cada vez mais doente…

A grande questão na utilização desses produtos diz respeito ao longo tempo de consumo, à combinação de variados tipos de contaminantes e ao inevitável efeito acumulativo, sem que se possam estabelecer a relação entre consumo X doenças: Diabetes, Hipertensão, Câncer, Alergias, Esterilidade…

Geralmente essas substâncias conservantes e corantes têm a sua origem de petróleo e seus derivados. Quando consumidas na alimentação, não são digeridas, invadindo o intestino e se depositando no organismo.

Existem pelo menos 2.000 substâncias dessa natureza acrescentadas aos nossos alimentos.

A indústria alimentícia se especializou no refinamento dos alimentos, que levam em conta somente a redução de custo e a satisfação do paladar.

Os alimentos refinados passam por processos de branqueamento, com substâncias químicas.

Resíduos de agrotóxicos, aditivos químicos sintéticos, antibióticos e hormônios são encontrados em quase todos os alimentos consumidos.

A baixa qualidade dos produtos alimentícios, desenvolvidos num esquema que beneficia mais os interesses da indústria de alimentos do que a saúde do consumidor.

Aditivos Tóxicos na Alimentação:

  • Nitrato – carnes para manter a cor vermelha e esconder a putrefação. Ação cancerígena.
  • Benzopireno – defumação artificial das carnes, embutidos, peixes. Agente carcinogênico.
  • Gordura Hidrogenada e Trans – margarinas, bolachas e biscoitos, pães industrializados, na maioria dos alimentos industrializados. Ação: Aumento do colesterol, doenças cardiovasculares, câncer, diabetes, disfunção imunológica, obesidade, baixo peso ao nascer.
  • Aspartame, ciclamato e sacarina – usados em produtos light e adoçantes, causam câncer.
  • Corante azul brilhante, corante amarelo e tartazina, encontrado nas balas e gomas de mascar, causam irritabilidade, hiperatividade, irritação gástrica.
  • O ser humano conseguiu inventar o quinto sabor – Umami, o glutamato monossódico = Ajinomoto = realçador de sabor. Encontramos na maioria dos alimentos prontos industrializados, como: todos os temperos prontos (sazon, caldo knor, Ajinomoto, arisco…), salgadinhos, miojos, alimentos prontos e congelados, embutidos, frios em geral, molhos prontos…

O Glutamato Monossódico é um viciante do paladar, ele confunde o cérebro não liberando o sinal para a saciedade, seu efeito no organismo é acumulativo, proibido em alguns países, mas liberado no Brasil. Seu consumo desenvolve alguns sintomas e doenças:

* Obesidade

* Mal de Alzheimer e Parkinson

* Danos oculares – degeneração da retina

* Cefaléia (dor de cabeça)

* Fadiga e Desorientação

* Depressão

* Perda de sensibilidade

* Sensação de queimadura

* Formigamento

* Pressão facial ou sensação de sufocamento

* Dor no peito ou dificuldade respiratória

* Náusea

* Palpitação cardíaca

* Sonolência

* Fraqueza

Ler o rótulo das embalagens é fundamental para evitar o consumo dessas substâncias.

O melhor protesto é não comprar produtos de quem não se preocupa com a sua saúde.