A IMPORTÂNCIA DO FERRO NA GESTAÇÃO

É o mineral mais abundante no nosso planeta, mas infelizmente é a desordem nutricional mais comum no mundo, cerca de 1/3 da população mundial tem carência de ferro. No Brasil, 30% das gestantes têm deficiência de ferro, assim como 50% das crianças.

Na nossa sociedade, o ferro na alimentação vegetariana é um tabu, imaginem na gestação quantos questionamentos, dúvidas e medos são enfrentados?

É um mineral fundamental para o desenvolvimento do cérebro e células do bebê durante a gestação, por isso as necessidades duplicam e as gestantes precisam aumentar o seu volume de sangue em 20% no primeiro trimestre, no último trimestre ocorre à transferência de ferro da mãe para o bebê poder armazenar em seu organismo, também é necessário uma reserva para a reposição das perdas sanguíneas no parto.

A carência desse mineral pela gestante pode comprometer a saúde da mesma e do bebê, que está relacionado com: aborto, aumento da mortalidade perinatal e prematuridade, alterações no sistema imune, depressão pós-parto, prejuízos no desenvolvimento e crescimento fetal.

Os veganos apresentam melhor estado nutricional de ferro do que os vegetarianos, porque o cálcio e algumas proteínas presentes nos ovos, leite e derivados são grandes inibidores na absorção desse mineral. Outros alimentos que diminuem a absorção de ferro e devem ser evitado: chá preto, cacau, café e chá de ervas, principalmente durante e após as refeições.

Alimentos que ajudam na absorção de ferro: vitamina C, frutas, verduras, FOS (fruto-oligossacarídeos) encontrado naturalmente na escarola, banana, alho, aspargo, alcachofra, cebola, centeio, cevada, entre outros.

As principais fontes de ferro: feijão branco, carioca, rosinha, preto e lentilha; aveia, farelo de trigo, cevada, quinoa e pães 100% integral; sementes de abóbora, gergelim, girassol e linhaça; tahine, castanha-de-caju, avelã, amêndoas e pistache; melado de cana e açúcar mascavo; frutas secas como damasco, pêssego, uva passa com semente e figo; condimentos naturais como sálvia, hortelã, salsa, tomilho, cominho, coentro e curry; agrião, rúcula e mostarda.

As fontes alimentares de ferro devem ser combinadas com os alimentos que ajudam na absorção desse mineral e fazer parte do cardápio diário da gestante.

Através da alimentação balanceada raramente atinge a necessidade diária de ferro, por isso, todas as gestantes devem suplementar mesmo não apresentando anemia ou deficiência. Consulte um nutricionista ou médico para avaliar o estoque de ferro (ferritina e hemograma) e suplementar individualmente.

http://www.anda.jor.br/29/11/2012/a-importancia-do-ferro-na-gestacao

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GERAR…

No momento da fecundação quando um ser humano começa a existir, a nutrição tem início. Este período do desenvolvimento, quando as coisas podem ser definitivamente certas ou erradas é de vital importância, e a Nutrição pode exercer uma profunda influência que se estende por toda a vida.

Para as mães que desejam ter filhos saudáveis é preciso preparar o seu organismo para a gestação, através do resgate de bons hábitos alimentares, respeitando os processos naturais e atendendo as necessidades nutricionais do organismo.

A alimentação da gestante consiste em alimentos frescos e naturais do reino vegetal: frutas, legumes, verduras, cereais integrais, oleaginosas, leguminosas, ervas, chás, sucos naturais e leites vegetais.

Os alimentos devem ter a melhor qualidade integral e orgânica possível para minimizar o contato do bebê com os xenobióticos provenientes da alimentação de origem animal, industrializada e convencional.

As leguminosas, os cerais integrais (aveia, quinoa, arroz integral, alpiste…), milho não transgênico, levedo de cerveja, gergelim ou tahine, linhaça, frutas cítricas, frutas secas, melado, açaí, raízes, folhas verde escuro, principalmente couve, repolho, brócolis e couve-de-bruxelas, são alimentos essencias que devem ser consumidos diariamente por gestantes e mulheres que desejam engravidar.

A tecnologia trouxe a praticidade dos alimentos industrializados e processados, que infelizmente são os mais consumidos na sociedade moderna. São alimentos pouco nutritivos, desenvolvidos para oferecer sabores intensos, que oferecem prazer fugaz e criam uma dependência, cuja vitalidade foi destruída por processos físicos de refinação, conservação e adição de substâncias químicas: acidulantes, corantes, conservantes, aromatizantes, gordura vegetal hidrogenada, gordura Trans, glutamato monossódico, hormônios…, presentes em todos os alimentos de origem animal, temperos industrializados, nos alimentos de pacotes, enlatados e embutidos.

Esses alimentos intoxicam o organismo, viciam o cérebro e o paladar, dificultam a digestão, bloqueiam a absorção e a eliminação, enfraquecem o sistema imunológico, abrem portas para as famosas doenças da sociedade moderna.

As mulheres que têm hábito de consumir alimentos industrializados e processados e que desejam ou já estão gestando, podem encontrar um caminho de alimentação mais natural de forma que seu organismo obtenha os nutrientes necessários para gerar um filho saudável, afinal, mães saudáveis têm filhos saudáveis!

http://www.anda.jor.br/01/11/2012/gerar

ALIMENTAÇÃO DA GESTANTE E LACTANTE

O ideal para que as mães tenham filhos saudáveis será a preparação do seu organismo para a gestação, através do resgate de hábitos alimentares saudáveis necessários para uma fase crítica no ponto de vista nutricional, visto que existe toda uma reconfiguração do organismo, dependendo de uma nutrição celular adequada, para a construção de uma nova vida.

A alimentação saudável da mãe, um aleitamento materno exclusivo até os seis meses e uma introdução correta de alimentos irão garantir ao bebê um adequado crescimento e desenvolvimento de todos os seus órgãos e sistemas, otimizando o funcionamento físico, mental e emocional que poderá ser mantido pelo resto da vida, prevenindo doenças crônicas não transmissíveis.

Da concepção até a amamentação, o bebê é totalmente dependente da mãe para sua nutrição e consequente crescimento e desenvolvimento. O feto se nutre através da placenta, portanto tudo o que a gestante ingere e inala (comida, bebida, aditivos químicos, tintura, esmalte, drogas, fumo, medicamentos e suplementos) irá afetar diretamente o desenvolvimento do bebê.

O hábito alimentar da mãe, ainda na gestação, será importante para a criança aceitar novos sabores e odores que serão oferecidos no momento da introdução de alimentos, o desenvolvimento do paladar e olfato são transmitidos pela placenta.

O peso que a gestante ganha naturalmente representa o bebê, a placenta, o líquido amniótico, o aumento dos seios e o volume sanguíneo.

Uma mulher com sobrepeso não deve seguir dietas durante a gravidez e no período da lactação, mas sim aumentar a frequência do exercício físico e focar o equilíbrio emocional para trabalhar a ansiedade que frequentemente acompanha tal estado.

Mulheres jovens tendem a ganhar mais peso do que as mais velhas, as primigestas mais do que plurigestas e mulheres magras mais do que as obesas. Uma gestante equilibrada em seu estado geral de saúde vai escolher, instintivamente, suas necessidades quantitativas.

Durante o primeiro trimestre há um pequeno ganho de peso, que aumenta no segundo e tende a se equilibrar no terceiro trimestre. O padrão do ganho mensal é em média 1kg por mês. Ingerir alimentos saudáveis a cada duas horas e meia em média, com qualidade e quantidade adequada por refeição, vai garantir um ganho de peso esperado para uma gestação saudável, com a utilização adequada dos nutrientes.

O ganho de peso satisfatório, é aquele que menos se associa à efeitos negativos sobre a mãe, o bebê, o parto, o pós-parto e a vida futura.

O estado nutricional da mãe anterior à concepção é importante e fatores genéticos, biológicos, socioeconômicos e psicológicos também estão envolvidos na qualidade da gestação. Muitas mudanças físicas e bioquímicas ocorrem na gravidez normal: aumento do volume sanguíneo; redução na concentração de hemoglobina e da albumina plasmática; excreção de aminoácidos e folatos pela urina; retenção hídrica (edema) e mudanças nas funções cardíaca e pulmonar; aumento do tamanho da glândula tireoide devido à perda de iodo pela urina; depressão funcional do estômago por causa da secreção reduzida do ácido clorídrico; redução da motilidade intestinal (com consequente tendência à constipação); aumento do apetite e da sede; ocorrência de náusea matinal, desejos ou aversões aos alimentos.

O baixo peso do recém-nascido e as taxas de mortalidade estão associados a diversos fatores: imaturidade biológica do feto, uso de fumo por parte da gestante, baixo peso gestacional, baixa estatura, doença crônica ou mau estado nutricional da mãe e ansiedade ou estresse durante a gravidez.

 

NO ÚLTIMO MÊS DE GESTAÇÃO

No nono mês de gestação, retirar  leite bovino e derivados da Alimentação para evitar as cólicas no bebê.

Aumentar o consumo dos alimentos ricos em proteína e cálcio: leguminosas (feijões, grão-de-bico, lentilha, ervilha), oleaginosas (sementes de linhaça e gergelim, castanhas, nozes, tahine, pasta de amendoim…), aveia, folhas verde-escuro,  brócolis, couve, repolho e arroz integral.

 

GESTAÇÃO DE 15 MESES

›O bebê continua seu processo de gestação pelo menos 6 meses após seu nascimento.
›Nesta fase ele desenvolve defesas imunológicas através do leite materno, é como um cordão umbilical que fosse conectado várias vezes ao dia, onde através dele o bebê continua recebendo os nutrientes para prosseguir seu desenvolvimento.
›Esta fase externa da gestação, será determinante para o resto da vida do Bebê.
›Não existe um substituto do Leite Materno.

ALEITAMENTO MATERNO, O ALIMENTO PERFEITO

›O leite humano é altamente nutritivo com propriedades imunológicas e para desenvolvimento e crescimento do bebê.
›É um líquido rico em gorduras, proteínas, carboidratos, minerais, vitaminas, enzimas, anticorpos, imunoglobulinas que protegem contra várias doenças, prevenindo alergias e intolerâncias. Acelera a maturação intestinal.
›É composto por: 87% água, sendo que 13% restante poderosa combinação de micronutrientes.
O leite materno é modificado de acordo com as necessidades nutricionais e imunológicas do lactente.
COMPOSIÇÕES DO LEITE MATERNO
›Leite inicial: menor teor de gordura
›Leite posterior: maior teor de gordura que da mais saciedade
›Colostro: 1 a 7 dias após o parto – Proteínas, vitaminas, minerais e imunoglobulinas. Laxativo, rico vitamina A
›Leite de transição: até a terceira semana
›Leite maduro: a partir de 21 dias – rico em carboidrato e gordura.
›Possui variações que refletem a alimentação materna e flutuações hormonais.